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O Cristão e o Carnaval
 

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O Cristão e o Carnaval

 

Pr. Sérgio Lourenço

A mim tudo é permitido, mas nem tudo convém (1.ª Co 6.12)

Como o cristão lida com a cultura do carnaval, principalmente no Brasil?

O carnaval é uma festa oriunda do paganismo da Grécia, entre os anos 600 a 520 a.C., onde os gregos realizavam seus cultos de gratidão aos seus deuses pela fertilidade do solo e pela colheita produzida.

A palavra “Carnaval” está relacionada com a idéia de deleite nos prazeres da carne. A expressão “carnis valles” formou a palavra “Carnaval”. Do latim “carnis” significa carne e “valles” significa prazeres. Ainda que, na idade média, a igreja Católica tenha aproximado à festividade popular ao cristianismo, numa tentativa de espiritualizar aquilo que já nasceu com propósitos pecaminosos, dizendo que esta festa pagã poderia ser celebrada e saboreada, depois, o povo se consagraria e se purificaria no período da quaresma, da 4ª. Feira de cinzas até a Páscoa.

O cristão verdadeiro se esmera por ter as Escrituras Sagradas como sua regra de fé e pratica de vida. Ele considera as escrituras como infalível. E através das escrituras sagradas sabemos que Deus não muda. Ele é o mesmo ontem, hoje e será eternamente (Hb 13.9). E assim, como Deus não muda, a Sua Palavra também não muda. Deus mesmo é que diz: “Eu velo sobre a minha Palavra para cumpri-la” (Jr 1.12); e diz também: “Passarão o céu e a terra, porém as minhas Palavras não passarão” (Lc 21.33). Se a definição de carnaval é “prazeres da carne” ou “o que vale é a carne”, então o cristão não deve ter interesse em nada que esta festa possa representar.

Já percebeu que no carnaval as pessoas retiram o pouco de Deus que há em sua vida, quando há, e vão viver a ilusão do mundo? Vivem a falsa alegria e a falsa felicidade e se entregam cegamente ao pecado? Na verdade, a alegria falsa durante o carnaval se transforma em muitos lamentos após o carnaval. Então, este tempo passa ser um tempo de infelicidade que pode durar muito, dependendo das conseqüências dos atos cometidos durante o carnaval. Muitas famílias são desfeitas, filhos são abandonados, casais se separam, há um aumento significativo de jovens que passam a consumir álcool e drogas de toda espécie, provocando acidentes e males contra a própria vida e de pessoas alheias e assim por diante. Logo, o verdadeiro cristão não pode aceitar a falsa alegria e, também, ter interesse em viver a fantasia da falsa ilusão que esta festa mundana trás.

O Apóstolo Paulo diz em 1ª. Coríntios 6.12: “A mim tudo é permitido”, mas nem tudo convém. “Tudo me é permitido”, mas eu não deixarei que nada me domine. Portanto, o melhor que o cristão pode fazer durante esta festa pagã é buscar espiritualidade, perseverando na oração, na leitura da Bíblia e na proclamação do evangelho da Graça de Cristo, além é claro, de descansar também.

Eu pessoalmente não estou de acordo que se façam blocos e escolas de samba com a desculpa de evangelizar. Acho que isto é um engano. Pois, num ambiente onde a luxuria, a libertinagem, a prostituição e outros males se destacam, não devemos participar. A Palavra é clara: “Que comunhão pode haver entre a luz com as trevas? Que harmonia pode haver entre Cristo e Belial? Que há de comum entre o crente e o descrente? Que acordo há entre o templo de Deus e os ídolos?” (2ª. Co 6.14 a 16).

Para proclamar que Jesus Cristo é o único caminho para Deus e que salva o homem do inferno, não precisamos participar da mesma roda de escárnio.

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