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O que Aprendi com o Parkinson!
 

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O que Aprendi com o Parkinson!

Pr. Paulo Marcio Cirelli

"(...) para que Deus seja tudo em todos." 1 Coríntios 15.28

Já estamos juntos há nove anos. Uma caminhada longa e íntima que provocou mudanças, observações, tolerâncias e comportamentos que podem ser considerados verdadeiros aprendizados.

Hoje sou outra pessoa, tenho aprendido muito, mas confesso que tem sido difícil, porque, sendo honesto, ninguém está preparado para uma aceitação pacífica de algo que chegou e se instalou sem pedir licença, de modo que se tornou mais forte do que a própria pessoa. Assim, sou refém dessa situação como nunca imaginei. Resisti no começo e pensei que poderia dominá-lo com certa habilidade. Não consegui. Há momentos em que o "mal-estar" simplesmente acontece, e pronto. Não há o que fazer, senão contar com a graça de Deus, com a ajuda, a solidariedade e a companhia dos queridos ao redor, com a família, com os amigos e com os profissionais da saúde.

Aprendi que a família é fundamental, na aceitação, na paciência, no apoio, no incentivo e por aí afora. Sem a família eu não conseguiria resistir muito tempo.

Aprendi que os amigos de verdade nada podem fazer para me livrar da doença, mas são solidários, interessados e posso contar com apoio e amizade deles, o que me deixa muito feliz e equilibrado. Assim, percebo que não sou rejeitado e o "pouco" que fazem significa muito. Eu estou sempre rodeado de mãos que se estendem para me ajudar. É muito bom contar com os amigos.

Aprendi que os profissionais da saúde, em primeiro lugar são profissionais. No entanto alguns são dignos de homenagens, pois não são meros "profissionais". Antes, são vocacionados, são pessoas escolhidas por Deus para cuidar de outras pessoas. Que maravilha!

Percebo também que muitas pessoas não têm ideia do que se passa comigo, não sabem as dificuldades que enfrento diariamente. Elas simplesmente perguntam: Está melhor? E não aceitam outra resposta que não seja positiva. Confundem Parkinson com Alzheimer, não sabem que é uma doença neurológica incurável, segundo a medicina.

Mas, o verdadeiro aprendizado que tenho vivido vem da fé. Quando se tem o controle da vida motora não nos conscientizamos de que a vida pode ser fantástica e que os planos e sonhos não têm tamanho. Mas, quando não temos o controle, quando entramos para o grupo de "pessoas com deficiências" daí a visão de mundo se altera sensivelmente.

O autor Isaac Penington1, diz:

"Pois essas coisas não são para destruir você, mas para lhe ensinar a sabedoria que o Senhor está apto, por meio de muitos exercícios e provações severas, a transferir a você; que seu coração pode ser libertado de todo peso e, depois, preenchido com todo seu justo desejo no período apropriado e na excelência do Senhor; cujas sábias disposições e suave clemência Ele confiou a você."

Aí esta a grandeza imensurável dos sonhos na vida de qualquer ser humano, pois, "fixamos os olhos não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno" (2 Coríntios 4. 18b).

Quando se olha para a vida dos profetas, dos heróis da fé, dos apóstolos do Novo Testamento, percebe-se que tiveram uma vida terrena difícil, no entanto foram pessoas usadas para nos ensinar e acrescentar fé; pessoas escolhidas, que mesmo passando por grandes sofrimentos foram exemplos de obediência e amor para com Deus.

Tenho aprendido que a melhor pregação é a que praticamos fora do púlpito, pois, às vezes pregamos com o nosso olhar, com o nosso abraço, com os nossos ouvidos, com a nossa atenção. Percebe-se então com essas experiências que, como dizem por aí: "Deus fala!".

Tem feito mais sentido para mim nesses tempos, de bastante fragilidade, as palavras de Paulo : "(...)Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte". (2 Co. 12.10).

Assim, tenho aprendido algumas coisas que têm me levado a buscar, sobretudo, amar o meu Senhor: "Ensina-me a Te obedecer, ensina-me a Te buscar, ensina-me a Te adorar, ensina-me a Te servir. Senhor eu Te entrego as minhas dores e as minhas dificuldades para glória do Teu nome. Amém!" É nessa busca que tudo faz sentido, é nessa busca que procuro tentar entender tudo o que está acontecendo comigo.

São essas coisas que tenho aprendido.

Deus é bom.

1. Penington, Isaac. Refrigério da Alma. São Paulo: Shedd Publicações. 2010.

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