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O Tempo de Deus
 

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O Tempo de Deus

 

Pr. Luciano Alves Silva

Há tempos não uso relógio. Não porque acho feio ou desconfortável. Na realidade, nem sei ao certo a razão. Mas, enfim, não sou muito de adereços, enfeites, joias ou bijuterias. E hoje, com o uso diário (para não dizer constante) do smartfone (celular), quase que nem lembro que existem relógios de uso pessoal (de pulso).

Grosso modo, a história mostra que o uso do relógio está diretamente ligado à industrialização; mais expressiva a partir de meados do século XIX e início do século XX, quando o apito do fábrica passa a conduzir a dinâmica da sociedade ocidental. O relógio que, inicialmente, era de bolso se torna de pulso, facilitando assim o acesso à informação da hora.

Sempre que me lembro de relógio, horas e tempo, chego à conclusão de que Deus não cabe dentro desse esquema. Porque muito do que a gente pensa e, por consequência, como a gente vive é fruto de coisas que se estabeleceram e viraram cultura dentro da nossa sociedade.

No exemplo bíblico (Lc 8.40-56), Jairo, chefe da sinagoga achega-se desesperado diante de Jesus e pede para que Ele vá até sua casa para curar sua filha; Ele se dispõe. Mas, no meio do caminho, uma mulher que há doze anos sofria de uma hemorragia toca em Jesus e é curada. O Senhor para, e Jairo se desespera, pois, "gasta tempo" ali procurando saber quem O tocou e depois de insistir, a mulher se manifesta relatando o milagre; e enquanto isso, Jairo recebe a pior notícia possível: sua filha morreu! O texto diz que depois Jesus ressuscitou a menina. Então, nesse texto, o que seria o mais "urgente" do meu ponto de vista? Curar a menina, antes que ela morresse. E, o que podia esperar mais um pouco? Curar a mulher, já que sofria há muitos anos. Mas, para Jesus não!

Então, Deus lida com o tempo de um modo que eu não entendo. Pois, não faz, muitas vezes, aquilo que eu espero dentro do tempo que entendo ser o ideal. Mas, ainda assim, Ele continua "presente". O tempo do relógio lida com o futuro (falta tanto tempo para isto ou aquilo); mas, Deus é presente. Talvez, o mais o difícil para mim é lidar com isto: estar imerso numa sociedade cuja cultura exige tudo dentro de determinado tempo e, "ao mesmo tempo", ter de aprender a conviver com o tempo de Deus, que é bem diferente do meu; que não obedece regras; antes, funciona na dinâmica dos Seus propósitos; e que insiste em me lembrar que Ele está presente!

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