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Por um Fio!
 

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Por um Fio!

 

Pr. Luciano Alves Silva

Dia 13 de agosto. Nesse dia, em que morreu Eduardo Campos, morreu também Nicolau Sevcenko. Eduardo era neto do importante político Miguel Arraes (que curiosamente também morreu num 13 de agosto, nove anos antes – 2005), filho do poeta Maximiano Campos e da Deputada federal Ana Arraes. Entrou na universidade (UFPE) com dezesseis anos e aos vinte estava formado em economia. Ele foi deputado estadual e federal e governador de Pernambuco por dois mandatos. O presidenciável de 49 anos, tentando cumprir a agenda de compromissos, saiu do Rio de Janeiro com destino ao Guarujá, e já perto de pousar, o avião que o transportava caiu no bairro do Boqueirão.

Nicolau Sevcenko nasceu no litoral paulista, filho de imigrantes russos fugitivos dos bolcheviques; Nicolau vivia em São Vicente, litoral paulista, e dividia-se entre o trabalho, o futebol e os estudos. Cresceu, entrou na universidade, seguiu carreira de historiador. Doutorou-se na USP, esteve em Londres trabalhando com Eric Hobsbawm e, depois de aposentado no Brasil, se tornou professor em Harvard. Aos 61 anos, morreu em casa, no bairro do Belém em São Paulo, provavelmente de infarto, enquanto ainda os jornais noticiavam a morte de Eduardo Campos.

Essas histórias revelam que não é a agenda que determina o risco de morte de alguém, pois se um estava num avião, se "arriscando" nas alturas, o outro estava na sua casa. Se um sofria de pressões emocionais constantes por conta da política, quem morreu do coração foi o outro, que lidava com pesquisas, livros, aulas e alunos.

Olho para esses dois exemplos e penso na parábola contada por Jesus, na qual a terra de certo homem produziu muito bem, e não tendo onde armazenar toda a colheita, ele pensou em derrubar os celeiros que eram pequenos e construir maiores para abrigar sua safra. Mas, naquela noite, repentinamente, ele morreu (Lucas 12. 16-20). Rápido. De repente. Inesperadamente. Isso aconteceu também com Campos e com Sevcenko.

Assim, eu aprendo que a vida de todos os homens está por um fio. E, uma vez que a vida tem de ser gasta, que o seja naquilo que vale a pena. Então, a única coisa que nos resta é lançar em Suas mãos as nossas vidas e gastá-las para Sua glória. Por que, mais dia menos dia, talvez inesperadamente, o fio se romperá. O que a gente não pode esquecer é de estar preparado porque isto, certamente, vai acontecer. Maranata!

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