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O Temor dos Sonhos
 

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O Temor dos Sonhos

 

Pr. Luciano Alves Silva

Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. (Filipenses 4.6)

"Somente em seus sonhos o homem livre será, sempre foi assim e assim acontecerá", disse o personagem Mr. Ketting, interpretado por Robin Williams, em Sociedade dos Poetas Mortos; filme dirigido por Peter Weir, de 1989 (lançado no Brasil em 1990), que assisti muitas vezes. E esta associação onde liberdade é resultado de se sonhar, me faz pensar: será?

Temo que a nossa história seja marcada apenas por sonhos. Desejos ferrenhos, ânsias angustiantes, grandes pretensões, e reste de nós apenas um vulto misto de heróis mal-acabados. E em nossa lápide mortuária um inscrito: jaz aqui fulano de tal que sonhou e realizou seus sonhos. Parabéns!

Temo que na ânsia de conquistar nossos sonhos se nos escape o cotidiano. Isso mesmo: o português da padaria, o Salim da loja de tecido, o cearense da feira, o nome do carteiro. Se nos escape o primeiro passo dado por nosso filho, as datas de aniversário da mulher, do esposo, da mãe, do pai. Se nos escape o "oi" do vizinho novo.

Ah, essa tirania do sonhar pode sim roubar de nós o que Deus nos dá agora. Eu também sonho. Aliás, até quando eu durmo, eu sonho. Mas, como é bom poder tanger coisas reais, cotidianas, triviais, rotineiras. Se o que hoje se tem é macarrão, arroz com feijão e bife; porque comer mal, pensando no que se poderia ter na mesa, de especial, amanhã?

Ah, que esse nosso coração fascinado pela propaganda da televisão não se desvie tanto, a ponto de enfartar por sonhar demais, e correr e fazer e se ater e derreter diante das conquistas, das coisas, dos cargos, dos degraus; e ao final de tudo, numa música triunfal e ilusória a se repetir no absurdo, se ouça seu nome numa espécie de jogral: Parabéns, sonhador, fulano de tal! E só.

Eu sonho. Sonho com um dia comum, onde as pessoas simples fazem coisas simples, e que gastam o que podem, se parecendo com o que de fato são, e nada lhes rouba o temor do coração, nem a dignidade do caráter, nem a leveza de uma vida boa com seus desafios cotidianos, e que não se ancora na aparência do que nunca serão.

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