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Sobre a Dor dos Outros e a Minha
 

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Sobre a Dor dos Outros e a Minha

Pr. Luciano Alves Silva

Na realidade, pouco, ou nada sei sobre isto. Mas, arrisco a dizer que dói. A dor dói.

Ainda que esteja disfarçada num sorriso: dói! Também arrisco a dizer que, em alguma medida,

A dor constrói coisas em nós que só a presença da bonança e da alegria não construiria.

Outra coisa é que eu procuro sempre tomar cuidado

Para não medir com as minhas réguas, o que causa a dor alheia.

Evito essa coisa de julgar o modo de alguém reagir, por entender que é pequeno demais

O que passa o fulano para tantos "ais". Pois, cada pessoa é um universo de histórias,

De memórias, de coisas fundas, ruins e boas. Cada pessoa foi sendo tecida com peculiaridade,

Assim que, já sei se as reações serão sempre distintas.

Procuro, então, não julgar se a pessoa rasga a roupa,

Desgrenha o cabelo, soluça alto, verte lágrimas e catarro;

Ou se fica quieta, parada, estática com um sorriso nervoso,

Sem saber ao certo onde coloca as mãos. Eu não sei qual a atitude certa quando

Dói uma dor que não é a minha. Aliás, a minha própria dor me desalinha.

E muitas vezes, me desconheço quando sofro.

Aprendi com essa metade de vida, que já gastei, e com o Senhor, que o que poderei fazer

Diante da alheia dor é (quando der) estar presente, sabiamente. E, muitas vezes, sem palavras.

Eu arriscaria a dizer que, para alguns tipos de dores causadas,

Não de deve, nem se pode dizer nada.

A gente perde um amigo, sepulta os pais. Quando não, um filho.

Sofre um acidente, é vitima de bandidos. Sofre agressões.

E outros como os vitimados de guerra?

Os que sofreram com os acidentes naturais: enchentes, tufões, vulcões.

Os náufragos. Os sobreviventes de escravidão ou de campos de concentração?

E os que mataram? E os torturadores que depois se arrependeram?

Os vitimados desses tipos de dor tem o silêncio por companhia.

E não é assim que Deus muitas vezes faz?

O incomodo daquele quarto cheio de coisas e ao mesmo tempo vazio,

Uma cadeira de balanço sozinha, uma fotografia, um pente de cabelo.

Coisas que registram lembranças de alguém que partiu.

E assim, as lágrimas quentes, descem nosso rosto frio,

E não há palavras. Não há barulho. Muitas vezes não há mais beleza naquilo que,

no passado já foi repleto de alegria. Ah, a dor. A minha dor. A sua dor.

As ausências e a presença DELE. Por fim, então, aprendo que é essa presença que me garante.

A certeza de que um dia, a dor da tristeza passa.

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