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O que é melhor: Uma bicicleta ou doces?
 

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O que é melhor: Uma bicicleta ou doces?

 

Pr. Luciano Alves

Sejam sóbrios e vigiem. O diabo, o inimigo de vocês, anda ao redor como leão, rugindo e procurando a quem possa devorar. (1 Pedro 5:8 )

Quando eu tinha quatro ou cinco anos, em meados dos anos 1970, eu ganhei uma bicicleta de um vizinho português, seu João.  Embora fosse usada, eu gostava daquela bicicletinha azul, com fitinhas de plástico no guidom.  Numa manhã de sol eu estava brincando no quintal quando passou na rua um homem com uma carroça cheia de bugigangas anunciando, a plenos pulmões, seus negócios. Ele comprava e vendia ferro velho. Num segundo, nossos olhares se encontraram e eu então lhe perguntei:

- Quanto o senhor paga na minha bicicleta?

Percebendo que não havia nenhum adulto por perto, sem titubear respondeu-me:

- Um cruzeiro.

Acho que a bicicleta valia, ao menos, uns vinte cruzeiros. Então, achando que estava realizando o melhor negócio da minha vida, eu vendi a bicicleta. E, assim que minha irmã saiu de casa, vendo o homem com a bicicleta na sua carroça, já descendo a rua a toda pressa, percebendo que eu tinha comigo uma nota de um cruzeiro na mão, disse, nervosa:

- Eu vou contar para o pai que você vendeu a bicicleta. Você não percebeu que este homem é um trapaceiro?

E eu birrento, nem dei bola e fui consumir minha nota em doces, no bar do seu Abel.

Embora eu ainda fosse uma criança, essa história ilustra bem como o descontentamento faz parte da nossa natureza. Por isso buscamos muitas vezes, fora da segurança cristã, satisfações passageiras. E tentações não faltam para nos fazer desviar. Tentações presentes na saia curta e no decote da colega de trabalho, ou no olhar do amigo de escritório que, por um segundo, parece mais interessante do que a relação conjugal estável; tentação que pode se traduzir num dinheiro fácil, vindo por modo ilícito, de um “servicinho extra”; ou ainda, quando na faculdade, numa cópia de um trabalho que queima etapas na pesquisa que desenvolvemos; enfim, esses são os olhares que se trocam entre o dono da bicicleta e o dono da carroça de bugigangas.

Mas a história não acabou ai. No final do dia meu pai chegou, eu senti medo e já estava com saudade da minha bicicleta. Minha irmã contou para ele o acontecido. Ele me chamou e com firmeza me disse:

- Você não tem condição de negociar nada por você mesmo! A sorte é que foi somente a bicicleta que você perdeu, mas você poderia ter sido levado embora, também.

E este é certamente o maior risco que corremos quando a insensatez nos domina: ser levados para longe da casa do Pai com suas rotinas e segurança. Negociar “inocentemente” nossa bicicleta pode ser o primeiro passo para uma grande ruína. Que Deus nos ajude!

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