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O Crente e a Morte
 

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O Crente e a Morte

 

Pr. Luciano Alves Silva

Quando eu era um garoto de nove ou dez anos, época em que ainda brincávamos na rua, naqueles finais dos anos 1970, andávamos em bando. Os mais velhos de nós, talvez tivessem quinze anos. Certa feita o professor Leandro Karnal disse (Youtube – As pessoas felizes no Brasil): "quanto mais eu envelheço mais eu tenho medo". Ele tem razão na sua fala, porque aquele bando de meninos saía às ruas para jogar bola, empinar pipas, subir em árvores, "roubar" frutas nos quintais vizinhos e, não contentes, buscar outras aventuras em locais distantes, sem que os pais soubessem. Um desses locais tratava-se do "Lago dos Patos", distante uns quatro ou cinco quilômetros.

O caminho até lá já nos provocava muito. Pois, antes de chegarmos tínhamos de atravessar propriedades cercadas, com cães bravos e soltos, além de passar despercebidos por turmas rivais. E foi nesse lago, próximo a uma olaria, onde de vez em quando nos divertíamos que uma tragédia aconteceu. Um amigo "mais velho" (Orlando) mergulhou, enroscou-se embaixo das águas turvas do lago e seu corpo só foi encontrado dois dias depois, pelos bombeiros. Ao ver o corpo do meu amigo naquele caixão, na sala da casa da sua família, eu não sabia diante do que eu estava. Ali foi a primeira vez que pensei sobre a morte. A morte sempre causou muito medo nos homens e isto é sabido, porque a Bíblia diz (Hb 2.15) e é comprovado na prática, pois ninguém, por pior que lhe seja a situação, quer morrer, a não ser que seja um suicida.

Está chegando o dia de "Finados" e, vez por outra, me lembro daquela imagem do Orlando no caixão. Penso que o maior problema em se lidar com a morte é que nós não temos autoridade sobre ela. E o medo da morte está exatamente nessa relação de poder. Diante da morte choramos, porque perdemos. Nessa situação, só podemos ser consolados se tivermos a proteção de alguém que tenha mais poder sobre a morte do que nós. Ainda que este consolo esteja no futuro, causando em nós esperança.

Assim, o escritor aos Hebreus dirá que: Ele (Jesus) também participou dessa condição humana, para que, por sua morte, derrotasse aquele que tem o poder da morte, isto é, o diabo, e libertasse aqueles que durante toda a vida estiveram escravizados pelo medo da morte. (Hebreus 2.14,15) Ora, se Ele disse que quem crê em Seu nome, ainda que esteja morto, viverá (Jo 11.25), por mais que eu tenha um monte de interrogações, procuro me sustentar nesta realidade, pela fé, de que um dia Ele enxugará dos meus olhos as lágrimas, pois venceu para sempre a principal inimiga dos crentes, a morte. (Ap. 21.4)

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