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Reflexões sobre as festas juninas
 

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Reflexões sobre as festas juninas

 

Pr. Luciano Alves

O mês de junho é um problema para muitos cristãos evangélicos, pois com as festas acontecendo aqui e acolá, a questão que vem à tona é se o crente pode ou não participar dessas festividades. É importante lembrar que as festas juninas deixaram a muito de serem festas religiosas e foram absorvidas pela cultura. E, dentro do contexto de absorção cultural, por exemplo, é (quase) impossível que nós brasileiros eliminemos da nossa linguagem o "vixi" (referência à Virgem) e o "nossa" (referência a Nossa Senhora). Logo, quando algum cristão evangélico participa de alguma festa (organizada pela escola, empresa etc.) ele não está ali acendendo vela, nem participando de missa a João, Antônio ou Pedro. E, se as comidas da festa foram dedicadas aos "santos" (aliás, quase nunca o são), devem ser "recebidas com ações de graça, pois tudo é santificado pela palavra e pela oração." (I Tm 4.4)

Pensando nessas coisas lembro que Jesus participava das festas que a "cultura" judaica criara; festas que, para além de serem religiosas, tinham também (como em toda festa) a intenção da amizade, da comunhão e do entretenimento, e mesmo Ele foi acusado de comilão e beberrão (Mt 11.19, Lc. 7.34), certamente porque participava das festas como se deve participar: sem excessos, mas com liberdade.

E os que acusavam Jesus eram os religiosos. Aliás, estes, até hoje, enxergam o diabo, o engano, o humanismo desprovido da graça de Deus em tudo o que lhes convém, demonstrando para algumas coisas certas espiritualidade e para outras não. Assim, desviados da Verdade, criam dois compartimentos na sua vida: um material (ou secular) e outro espiritual. Lembro-me que minha filha, ainda com três anos, começou a me perguntar sobre tudo o que lhe despertava curiosidade. Eu, me valendo de elementos da sua própria linguagem, explicava-lhe a "Verdade". Assim ela sabe que crianças não são entregues por cegonhas nas casas, que as festas das quais participa na escola são elementos da cultura do seu país etc.

É verdade também que a Bíblia nos adverte que se alguma coisa escandaliza o irmão, isto não deve ser praticado, por causa da consciência dele. As carnes sacrificadas no mercado da cidade de Corinto eram sacrificadas aos "deuses" dos pagãos e consumidas por muitos habitantes de Corinto e o conselho de Paulo era: tudo deve ser recebido com ações de graça. Mas, se o comer carne sacrificada escandaliza seu irmão, não o faça! (I Co 10.23-33)

Enfim, desde que a minha participação nas festas não cause escândalo aos mais fracos na fé, uma vez que essas festas são "elemento neutro", eu posso ou não participar, dependendo das minhas prioridades e do meu interesse.

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