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A páscoa... da pura liberdade!
 

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A páscoa... da pura liberdade!

Pr. Itamir Neves

A Páscoa ocupa um lugar central nas Escrituras. No Antigo Testamento a Páscoa referia-se a libertação do povo de Israel do terrível cativeiro do Egito. Esta bela e dramática história está registrada em Êxodo 12. No Novo Testamento a Páscoa refere-se à morte e ressurreição de Jesus Cristo. Deus libertou o seu povo do Egito com mão forte e poderosa através do sangue do Cordeiro. Deus nos libertou do cativeiro do pecado pelo precioso sangue de Jesus. A morte do cordeiro na páscoa judaica era um tipo da morte de Cristo. A morte de Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo é a concretização daquela profecia dramatizada. Para a nossa edificação podemos alinhavar algumas lições:

1. O livramento da morte depende da morte do cordeiro (Êx 12.4-6) – Quando a Páscoa foi instituída, Deus ordenou a Moisés que cada família se reunisse para matar o cordeiro e aspergir as ombreiras da porta com o sangue. O anjo do Senhor passaria naquela noite e vendo o sangue passaria por alto e não feriria de morte o primogênito. Todos os primogênitos do Egito morreram naquela noite, exceto aqueles que estavam debaixo do abrigo do sangue do Cordeiro. Não foi a vida do cordeiro, mas sua morte que trouxe liberdade para os israelitas. Assim, também, somos libertos da morte pela morte de Cristo. Ele morreu a nossa morte. Ele é o nosso cordeiro pascal.

2. O livramento da morte depende de estar debaixo da proteção do sangue do cordeiro (Êx 12.7,13,14) – A libertação da morte dependeu não apenas da morte do cordeiro, mas também, do seu sangue aspergido nas ombreiras das portas. Precisamos estar debaixo do sangue de Cristo para sermos libertos. Não há remissão de pecados sem derramamento de sangue. Não é o sangue de um cordeiro que pode nos libertar do pecado, mas apenas o sangue do Cordeiro sem defeito, o sangue de Cristo. Por ele somos remidos, comprados, purificados, justificados e somos totalmente libertos.

3. Os que foram libertos pelo sangue precisam se alimentar do Cordeiro (Êx 12.8-12) – Aqueles que foram salvos pelo sangue alimentaram-se do cordeiro. Reunidos em famílias os israelitas se fortaleceram para a caminhada, comendo a carne do cordeiro com ervas amargas. Aqueles que são salvos pelo sangue de Cristo, precisam se alimentar de Cristo. Ele é o pão vivo que desceu do céu. Ele é o alimento para a nossa alma. A Páscoa judaica foi substituída pela Ceia do Senhor. O pão simboliza o corpo de Cristo e o vinho o seu sangue. Devemos nos alimentar do corpo e do sangue do Senhor. O pão e o vinho não se transubstanciam em corpo de Cristo como alguns ensinam. Nem Cristo está presente fisicamente neles, como pensam outros. Cristo está presente na Ceia simbolicamente e dele nos alimentamos espiritualmente.
4. Os que celebram a Páscoa do Senhor precisam lançar fora todo o fermento da maldade (Êx 12.15-20) –
Durante a celebração da Páscoa judaica, os israelitas não podiam comer pão levedado, fermentado. O fermento é um símbolo da contaminação do pecado. Precisamos examinar a nós mesmos antes de comermos o pão e bebermos o cálice. Não podemos participar dignamente da Ceia do Senhor retendo pecado no coração. Não podemos participar da Ceia dignamente tendo no coração qualquer sentimento de hostilidade ou rancor pelos irmãos. A igreja precisa antes de ser uma comunidade de celebração, precisa ser uma comunidade de santidade, amor, perdão, libertação e comunhão.

5. Os que celebram a Páscoa do Senhor devem práticá-la continuamente como testemunho (Êx 12.21-28) – Após o auto-exame não devemos fugir da Ceia por constatamos em nossa vida algum pecado. Devemos confessá-lo ao Senhor, receber o seu perdão e assim participarmos com alegria. A prática continua da Ceia Memorial é um testemunho para outras gerações de que um dia participaremos das Bodas do Cordeiro e, estaremos para sempre com o Senhor!

Feliz Páscoa!

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