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Devocionais - Pr. Adilson Ferreira
 

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Devocionais - Pr. Adilson Ferreira

Soli Deo Gloria

 

Pr. Adilson Ferreira

"Eu sou o Senhor; esse é o meu nome! Não darei a outro a minha glória nem a imagens o meu louvor.” (Is 42.8)

Esse termo vem do latim e significa, “Gloria somente a Deus”.

Sabemos da existência de todo tipo de adoração a outros deuses, que contrariam os mandamentos de Deus. Isso é idolatria. Eis os mandamentos que Seu Filho Jesus ratifica, dizendo que Amar a Deus é o primeiro mandamento.

Sabemos também das mais variadas formas de idolatria que se vê no mundo e em todas as épocas. Nisto se inclui, entidades, coisas, pessoas; e até, a si próprio, quando o homem tenta, por exemplo, satisfazer as suas concupiscências carnais. Deus conhece tudo isso, e nos conhece também. Afinal, somos criaturas suas. Então, Ele mesmo nos diz: “Soli Deo Gloria”.

É um princípio segundo o qual toda a Glória é devida a Ele, e somente a Ele, haja vista, a salvação ser obra exclusiva de sua vontade e ação. A Reforma Protestante trouxe de volta o valor da adoração única à Trindade Santa. Martinho Lutero com outros reformadores entenderam que homens, até mesmo os santos canonizados pela Igreja Católica Romana, os papas e toda a hierarquia eclesiástica NÃO eram dignos da glória que ostentavam. Isto nos ensina: Não devemos exaltar pessoas por suas boas obras, e sim glorificar a Deus, pois Ele é o criador das pessoas e autor das boas obras delas.

“Usamos a frase glória de Deus com tanta frequência que ela tende a perder sua força bíblica. Mas essa glória, como o sol, não é menos ardente - e não menos benéfica - porque as pessoas a ignoram. No entanto, Deus odeia ser ignorado. “Considerai, pois, nisto, vós que vos esqueceis de Deus, para que não vos despedace, sem haver quem vos livre”. (Sl 50.22). Então, vamos nos concentrar novamente na glória de Deus ...” (John Piper – Artigo do site Ministério Fiel em 31/10/13).

O objetivo de tudo e de todos é unicamente dar glória a Deus. Nós, igreja de Cristo, façamos isso anunciando o Evangelho a todos quanto pudermos. “Anunciem a sua glória entre as nações, seus feitos maravilhosos entre todos os povos!” (Sl 96.3).

E por fim, lembro uma das últimas palavras ministradas pelo Pr. Dr. Russel Shedd. Ele disse para nós, o que nos cabe em questão de glória – A glória futura – “... a alegria que nós sentiremos na presença de Deus”; e que tem base na carta de Paulo aos Romanos que diz: "Se somos filhos, então somos herdeiros; herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo, se de fato participamos dos seus sofrimentos, para que também participemos da sua glória. Considero que os nossos sofrimentos atuais não podem ser comparados com a glória que em nós será revelada." (Rm 8.17-18). E também por isso; Soli Deo Gloria!

Somos parábolas de Jesus

 

Pr. Adilson Ferreira

 

“Com muitas parábolas semelhantes Jesus lhes anunciava a palavra, tanto quanto podiam receber. Não lhes dizia nada sem usar alguma parábola.

Quando, porém, estava a sós com os seus discípulos, explicava-lhes tudo.” (Mc 4.33,34)

 

“Uma parábola é uma história cuja intenção é criar uma comparação entre uma coisa conhecida e uma desconhecida, o objetivo sendo iluminar a coisa desconhecida, de forma a trazer ao ouvinte algo de novo, imprevisto e surpreendente. A história de Jesus é uma parábola de Deus, porque Jesus é um homem e pode ser visto, enquanto Deus é Espírito e não pode ser visto. A vida de Jesus é a história de Deus e do amor de Deus; e à medida que ouvimos e cremos na história de Jesus, Deus realmente chega a nós! ... se Jesus é a parábola de Deus, e pregar a história de Jesus traz Deus às pessoas, então, se vivermos nossas vidas, seguindo a Jesus, talvez nossa vida possa trazer Jesus às pessoas. Talvez possamos ser parábolas de Jesus.” (David Hansen, Arte de Pastorear).

David Hansen falava a respeito da vida pastoral. Porém, a ideia de que as pessoas que não conhecem a Jesus podem se achegar a Ele através de nossa vida e testemunho, não se limita aos pastores, isso se aplica sim, a todos os crentes que querem refletir o Reino da Luz. Jesus mesmo disse: "Quem recebe vocês, recebe a mim; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou.” (Mt 10.40). Se realmente queremos ser parábolas de Jesus então é essencial observarmos o ministério de Jesus e o roteiro de sua vida.

O ministério de Jesus deve ser o alvo da nossa vida com Ele. Jesus em seu ministério, sempre esteve envolvido com a Palavra de Deus, a oração, a caridade, e principalmente, Ele vivia uma vida sacrificial que o conduzia a cruz. Ele mesmo, insistentemente, nos manda seguí-lo. E se o caminho dEle O leva à cruz, então qual deve ser o nosso alvo? "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.” (Mc 8.34).

Nisto está o dever de todo crente: Iluminar o mundo com a presença de Jesus em nós. Ele o cabeça da igreja, e nós o corpo. Onde a igreja for vista, deverá ser vista também a imagem de Jesus Cristo, o filho do Deus Altíssimo, criador de todas as coisas.

Queridos irmãos, nossa vida tem que ser o reflexo de Jesus Cristo. Cuidemos disso. Isso depende de nós, somente de nós! Obviamente, o Espírito Santo nos ajuda nesse processo de sermos cada dia mais parecidos com Jesus. Mas, a decisão de buscar isso, é nossa. É de cada um de nós, individualmente. E para que cheguemos a isso, façamos como Ele mesmo fez: Jesus sempre esteve envolvido com a Palavra de Deus, a oração, a caridade e vida sacrificial.

Jesus disse: ”... e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém." (Mt 28.20).

Que Deus nos abençoe, nos ajude, e nos use como Parábolas de Jesus.

A Igreja de Cristo

 

Pr. Adilson Ferreira

“Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja,

e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” (Mt 16.18)

 

Eu acredito na “Igreja de Cristo”. Essa Igreja tem sua base no próprio Senhor, o qual é “O Cabeça” desse “corpo invisível”, e também é a nossa “Pedra Angular” (alicerce). Igreja que tem base também na “Palavra de Deus”, que é a nossa única regra de fé e prática.

Eu acredito na Igreja que o Senhor plantou, amparou e capacitou, para nessa terra representar o Seu Reino. A igreja somos nós mesmos. Nós, os que confessamos o nome de Jesus, e nos dedicamos a proclamação do Evangelho Verdadeiro.

Em seu livro, "O que é a Igreja?",  R. C. Sproul escreve o seguinte: “Você é um membro da igreja invisível? A igreja invisível é uma igreja que sempre desfruta de unidade porque verdadeiramente somos um em Cristo. ... Todos que estão em Cristo e todos em quem Cristo está são membros de sua igreja invisível. Aquela unidade já está presente, e nada pode destruí-la. Isso não significa que podemos descansar nisto. Não podemos simplesmente nos satisfazer com a unidade da igreja invisível. Ainda deveríamos estar trabalhando o máximo possível para uma verdadeira unidade da igreja visível.”

Ele cita também as concepções de Agostinho de Hipona, que foi um importante bispo cristão e teólogo dos séculos 4º e 5º. Ele fala das concepções sobre a ideia da invisibilidade da igreja. Hoje essa ideia é bastante distorcida, levando as pessoas a colocarem a igreja visível em contraposição com a igreja invisível.

É nesse ponto que precisamos rever o nosso conceito de igreja visível, militante, que está instalada na terra. Essa igreja (visível) não pode ser outra, que não contenha dentro dela a igreja invisível. Ou seja, ainda que existam dentro das igrejas locais de hoje, pessoas que não herdarão o Reino dos Céus (Mt 25-30, 46), essa igreja visível, onde congregamos, tem que refletir a Noiva de Cristo (a invisível). É como se a Igreja Invisível estivesse dentro da Visível.

Nós que estamos em Cristo Jesus, e que nos posicionamos como Servos do Senhor, somos chamados para a Comunhão (Koinonia) com essa igreja. Somos chamados para a Adoração, segundo os preceitos Cristãos. Por isso, devemos nos posicionar como aquela, imaculada, sem manchas e nem rugas, que o Senhor virá buscar.

Não há como fazer parte da Igreja de Cristo se não houver um envolvimento sério, honesto, e espiritual com a igreja local. Do contrário, seria como desprezar a Noiva de Cristo.

Somos sim, representantes do Reino de Deus na Terra. Então queridos, ... vivamos como tais.

“Portanto, somos embaixadores de Cristo, como se Deus estivesse fazendo o seu apelo por nosso intermédio." (II Co 5.20a)

O Ùnico Senhor

 

Pr. Adilson Ferreira

“Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo...” (Ef 4.5)

 Deus é o nosso único Senhor e só a Ele devermos obediência!

Todos nós sabemos bem desta verdade, que para nós, é absoluta. O problema é que muitas vezes não damos a devida importância àquilo que sabemos que é bom, a saber, para as orientações de Palavra de Deus, para os alertas do próprio Espirito Santo. Podemos, de repente, contrariar as santas instruções dadas pelo próprio Deus.

O apóstolo Paulo nos explica e nos dá um exemplo disso na sua carta aos Romanos, capítulo 7, versículos de 14 a 25. Destaque para o versículo 19: “Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço”.

Paulo tem plena consciência que a humanidade herdou a natureza pecaminosa de Adão. Assim, ele descreve a nossa inclinação natural para a desobediência, que é ampliada pelas muitas imposições que o mundo, sutil e cruelmente, despeja sobre nós. Se não ficarmos atentos à “boa, agradável e perfeita vontade de Deus”, nos tornamos objetos das pessoas, das entidades e das coisas que se apresentam como que se fossem irresistíveis para nós. (Rm 12.2).

O Antigo Testamento afirma: “Sigam somente o Senhor, o seu Deus, e temam a ele somente. Cumpram os seus mandamentos e obedeçam-lhe; sirvam-no e apeguem-se a ele”. (Dt 13.4). Portanto, não sejamos servos de mais de um senhor, somente do nosso Deus, que é o Único Senhor!

É a Palavra de Deus que tem para nós a orientação de qual é a melhor forma para servir ao nosso Deus e vivermos sob a Sua preciosa vontade. Qualquer outra coisa que façamos, ainda que nos pareça bom ou bonito, ou até mesmo altruísta (para “abençoar” alguém), não se reverterá em adoração e nem em serviço ao nosso Deus fora de Sua dependência. No máximo será algo religioso e que não interessa ao nosso Deus. A Bíblia trata isso como trapos de imundícia: “ ... todas as nossas boas ações são como trapos sujos”. (Is 64.6b NTLH)

Ao contrário disso, Paulo também nos ensina: “Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra; porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em glória.” (Cl 3.1-4).

Temos um único Deus e Senhor. Não dois. Vivamos para Deus. E ele se alegrará disso.

Diz o sábio: “Meu filho, se o seu coração for sábio, o meu coração se alegrará. Sentirei grande alegria quando os seus lábios falarem com retidão.” (Pv 23:15-16). Deus os abençoe, amém!

Posso ser Discípulo?

 

Pr. Adilson Ferreira

 

26 - Se alguém vem a mim e ama o seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até sua própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo.

27 - E aquele que não carrega sua cruz e não me segue não pode ser meu discípulo. ... 33 - Da mesma forma, qualquer de vocês que não renunciar a tudo o que possui não pode ser meu discípulo.

(Lucas 14: 26,27 e 33).

Existem algumas decisões importantes que precisamos tomar, como complemento da nossa pretensão de sermos um discípulo de Jesus. Obviamente que a resposta à pergunta é; “Sim, nós podemos ser discípulos verdadeiros de Jesus Cristo.” E Ele mesmo nos esclarece isso nos evangelhos, tal como disse ao povo que o seguia em sua peregrinação.

Note que a palavra é condicional (“Se alguém vem a mim ...”), indicando que não pode ser de qualquer jeito. E neste relato de Lucas, Jesus explica o que devemos fazer para sermos discípulos verdadeiros, do Senhor Jesus Cristo.

No verso 26 o texto nos mostra que devemos nutrir “um amor” ao Senhor, que seja incondicional. Isso mesmo: “Amar a Deus sobre todas as coisas”. De novo; “todas as coisas”. Nada nem ninguém poderá ficar na intermediária. Nada nem ninguém poderá interferir na nossa relação de amor para com o nosso Senhor. O amor ao Senhor é o primeiro e maior amor que devemos declarar.

No verso 27 fica o questionamento: Estamos dispostos a sofrer por Jesus? Estamos dispostos a sofrer pelo Evangelho? A Escritura é muito clara quando nos diz “Muitas são as aflições do justo”, porém, sem demora acrescenta; “mas o Senhor o livra de todas. (Salmos 34:19)”. Sofrer pelo Evangelho e por Jesus é, além de um privilégio, uma condição para sermos discípulos do Senhor. Muitos servos do Senhor, mártires, nos mostram isso com a própria vida, tanto nos da igreja primitiva como até nos nossos dias. O “cristianismo barato” não é cristianismo verdadeiro.

Por fim o verso 33: Nós, na nossa humanidade, nos apegamos muito fácil às “coisas deste mundo”. Há uma normalidade nisso. Afinal lutamos para conquistar “coisas”, e fazemos isso até com a ajuda, e para a Glória do nosso Deus. Porém, a renúncia a tudo quanto nos diz respeito, também é uma decisão a ser tomada para sermos de fato um discípulo do Senhor.

Devemos então nos alienar deste mundo? Não, não há necessidade. Mas uma coisa fica clara para todos nós; precisamos priorizar nossa dedicação total ao Senhor; como Mateus já nos ensinou, e assim devemos seguir. “Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas”. - Mateus 6:33

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