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Espiritualidade encarnada
 

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Espiritualidade encarnada

Marco Soares

(Adaptação do livro "Ministério Cistão & Espiritualidade" Missionária Durvalina Bezerra)

 

A pregação do evangelho, em tempos atuais de desconstrução de conceitos, corre o risco de ser compreendida de forma simplista, como meramente a entrega de um folheto. Isto é questionável, pois o testemunho cristão é fruto de uma vida farta em Deus, que de si transborda e cuja a espiritualidade é vivida com naturalidade, no ambiente no qual convive, pois ali é posto como missionário, pelo próprio Deus.

Em seu plano eterno Deus se revela ao homem, sua obra-prima, através da criação (Sl 19.1). Porém, o Criador não se satisfez em se expressar apenas através da natureza por ele criada. Propôs manifestar a si mesmo de forma tangível, num plano superior, tornando-se semelhante ao homem. A encarnação de Jesus concretiza o plano eterno. A maneira mais adequada para essa revelação é expressar a sua personalidade, ser conhecido na pessoa de Jesus (Hb 1.1-3).

Quando vivemos para contemplar a Deus e obedecer sua palavra, encarnamos a Jesus. Este processo não é único ou imediato, mas o propósito do Pai é tornar-nos semelhantes ao seu Filho. A pessoa divina em forma humana torna possível o plano do Pai: gerar muitos filhos, que multipliquem essa imagem e assim a revelação divina seja expandida para todas as gentes e em todas as gerações.

E isso se dará por meio daqueles que recebem a vida do Filho e, pela ação do Espírito Santo, expressam o seu caráter, andando como ele andou.

Um dos passos para entrarmos no processo de formação do nosso caráter cristão é afirmar, com toda certeza de fé, que Jesus era perfeitamente homem e que permaneceu justo e santo porque lutou contra o pecado em sua própria natureza humana (Hb 4.15). Se cremos que é assim, devemos ter consciência de que o propósito do Pai, de nos tornar semelhantes a ele, é alcançável. Não na dimensão de sua perfeição, enquanto estivermos presos ao homem interior, mas nos assemelhando dia a dia à sua imagem moral, às suas virtudes e valores, aguardando o dia quando o corpo mortal se revestirá da imortalidade, para sermos semelhantes a ele em sua plenitude!

A pregação do evangelho ocorre quando o amor de Deus faz parte disto. O envolvimento com aquele a quem se deseja comunicar a verdade do evangelho é imprescindível. Saber seus problemas, compreender a fragilidade de sua fé, se alegrar quando as bênçãos vêem. É necessário a conexão com os sentimentos da pessoa, e não o julgamento primário de seus atos.

Deus nos dê sabedoria para falar e viver o evangelho.

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